| DE QUEM SÃO?! Comprei um chapéu, Coloquei na criança, Que não era minha. O vento bateu, Levou o chapéu. Corri, levando as tralhas, Que não eram minhas. Porém, o vento tendo parado... Ainda, não acreditei. Dobrei-me, Voltei, já com chapéu na mão, Chapéu que não era meu, Devolvi à criança, Que não era minha, Que segurou o chapéu, Impedindo que o vento O levasse novamente. De repente, me percebi assim: Vestindo uma camisa, Levando uma idéia, Seguindo um caminho, Que temo por saber Que não são meus. |
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