DE QUEM SÃO?!

Comprei um chapéu,
Coloquei na criança,
Que não era minha.
O vento bateu,
Levou o chapéu.
Corri, levando as tralhas,
Que não eram minhas.
Porém, o vento tendo parado...
Ainda, não acreditei.
Dobrei-me,
Voltei, já com chapéu na mão,
Chapéu que não era meu,
Devolvi à criança,
Que não era minha,
Que segurou o chapéu,
Impedindo que o vento
O levasse novamente.
De repente, me percebi assim:
Vestindo uma camisa,
Levando uma idéia,
Seguindo um caminho,
Que temo por saber
Que não são meus.


1994

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